DOCUMENTOS,Dicas,idéias e sugestões.

 Casamento: atenção aos documentos

Confira a lista de documentos que você precisa ter em mãos para dizer o “sim” no civil e no religioso

 


A igreja costuma pedir a documentação até um mês antes.

A primeira coisa a se fazer ao planejar o casamento é marcar o casamento civil. “Ele pode acontecer  na festa após a cerimônia religiosa, porém jamais dias depois”, explica Priscila Cunha, da secretaria da tradicional Paróquia São Pedro e São Paulo, em São Paulo.

Leia mais:


Segundo Carla Fiani, assessora de comemorações especiais da Wedding&Co, o ideal é ir atrás dos documentos com a maior antecedência possível. “Alguns documentos são complicados, como a certidão de batismo atualizada. Muitos noivos não moram no estado onde foram batizados, então é bom se prevenir contra imprevistos. Já vi muitos casais se atrapalharem com isso”, diz.

Documentos para o casamento civil


Os noivos também precisam de testemunhas em duas ocasiões: na hora de dar entrada no processo de habilitação e no dia do casamento.

Ao dar entrada, duas pessoas conhecidas portando RG original devem comparecer ao cartório para atestar que vocês não têm impedimentos para se casar. “A segunda é no dia do casamento civil: as testemunhas também são padrinhos e podem ou não serem as mesmas da entrada na habilitação. A escolha é dos noivos”, explica Carla.

Como casar de graça no cartório
O casamento gratuito é oferecido pelos cartórios brasileiros e também se destaca como um direito assegurado por lei.
O casamento ainda é tido como o sonho de muitos casais que se amam. No entanto, muitos deixam de contrair matrimônio porque não possuem condições financeiras para arcar com os gastos.
 O direito do casamento gratuito é assegurado por lei. (Foto:Divulgação)

A realização do casamento  envolve muitas despesas, como a taxa da igreja, o vestido da noiva, o aluguel do salão de festa, os comes e bebes e a decoração. Até mesmo quem resolve casar da forma mais simples possível precisa lidar com a taxa cobrada pelos cartórios.

Casamento gratuito no cartório

O casal que deseja realizar o matrimônio apenas para adquirir a certidão de casamento não precisa arcar com uma série de gastos. A situação pode ser simplificada com um pedido de união gratuita no cartório.
Poucas pessoas sabem sobre o casamento gratuito no cartório, mas a oportunidade existe para ajudar na construção das famílias e na oficialização dos relacionamentos. Quem consegue casar sem custo são normalmente os casais que já vivem juntos há algum tempo e até possuem filhos.


O casamento gratuito é autorizado mediante a apresentação do atestado de pobreza. (Foto:Divulgação)

O Código Civil Brasileiro prevê a gratuidade do casamento nas Leis 6.015/1973 e 8.935/1994, além do artigo 1.512. No entanto, para ter o direito de casar de graça, os noivos precisam comprovar a falta de condições financeiras através de uma declaração de pobreza.
A declaração de pobreza é cedida pelo próprio cartório. Ela deve provar que o casal tem baixa renda e por isso não pode pagar pela emissão da certidão de casamento. Somente após o preenchimento do formulário os noivos podem casar sem qualquer tipo de custo.
Ao realizar atos gratuitos, os cartórios brasileiros são reembolsados pela Arpen (Associação dos Registradores das Pessoas Naturais).
Se o casal apresentar a declaração de pobreza e o oficial de registro recusar fazer o casamento, o cartório estará sujeito às penalidades da Lei nº 8.935/94.
O próprio cartório dará aos noivos o formulário do atestado de pobreza para ser preenchida(foto: divulgação)

Documentos para a igreja

As paróquias pedem a documentação com antecedência. Geralmente, é preciso providenciar até um mês antes da data marcada os seguintes documentos:

- Licença (transferência) de paróquia, necessária quando você não vai se casar na igreja do seu bairro
- Cópias autenticadas do RG e CPF do casal
- Cópia de comprovante de residência
- Certificado do curso de noivos(válido por um ano)
- Batistério atualizado
- Carta do padre e cópia da identificação presbiterial (caso não seja o padre da própria paróquia)
- Data do casamento civil, nome e número do cartório
- Declaração do cartório (apenas se o casamento civil for realizado na festa, após a igreja)
- Ficha de duas testemunhas que constam na ata da celebração e certidão de casamento (não pode ser pai, mãe nem menores de 18 anos). A ficha deve conter os seguintes dados: nome, profissão, idade, RG, estado civil, nacionalidade e endereço completo das testemunhas.

Como escolher as músicas do casamento

Especialistas e noivas dão dicas práticas para não errar ao escolher a trilha sonora do grande dia


Cada música representa uma fase de nossa vida. Com a trilha sonora da cerimônia do casamento é a mesma coisa: você se lembrará daquelas canções para sempre. Por isso, faça a lista com calma e peça a ajuda de alguém tão interessado no tema quanto você: o noivo.

Se a cerimônia for na igreja, é preciso saber quais orquestras e corais ela aceita e se a instituição tem restrições – algumas permitem apenas que sejam tocadas músicas sacras. O segundo passo é acompanhar uma cerimônia com os músicos que você pretende contratar, ouvir se lhe agrada e perguntar quantos instrumentos e vozes estavam em ação. Isso é importante para definir o preço do serviço. “Solistas, como tenor, soprano e mezzo-soprano, além de trompete triunfal, violino e flauta de casaca, também são cobrados à parte”, explica a wedding planner Rosa Maciel, do Guia de Noivos.

Procure adequar as músicas ao local escolhido para a cerimônia. Na praia ou campo, por exemplo, o setlist pode ser mais descontraído do que em uma catedral.


Também pense em canções que fazem parte da história do casal ou com letras que falem ao coração de vocês. “Eu queria algo que fugisse um pouco do tradicional, mas causasse impacto e tivesse uma letra bonita. Deu um trabalhinho, viu?!”, confessa a arquiteta Luciana Kanashiro Reis, recém-casada. “Fiquei de antena ligada uns dois meses. Cada música que eu ouvia e gostava, fosse na rádio ou no meio de um filme, ia atrás para ver se fazia sentido”, relembra. Ela escolheu entrar ao som de “Blackbirds”, dos Beatles, que fala de um passarinho que deixa o ninho.

Não se esqueça de analisar os versos, mesmo se a música for em inglês. “Observe o conteúdo da letra para evitar gafes, como o casal se cumprimentando no altar, feliz e emocionado pelo momento, e de música de fundo ‘eu estou tão triste agora’ ou ‘meu amor, você me feriu’”, brinca Rita Del Chiaro, maestrina da Orquestra e Coral Del Chiaro. A pronúncia de versos em outra língua também é importante. “Os noivos devem perceber se o coral tem mesmo condições de cantá-las com uma pronúncia perfeita. Caso contrário, melhor fazê-las apenas instrumentais”, acrescenta Vanessa Misiuk, administradora do Allegro Coral e Orquestra.

Os músicos especializados em casamentos costumam ter uma lista de sugestões para os noivos, mas também estão abertos a ideias trazidas por eles. “A trilha sonora da cerimônia traz mais emoção ao momento, a música mexe com os sentimentos do ser humano. Mas precisa ter bom senso. Por mais que alguma música tenha feito parte da história do casal, se não ficar adequada ao momento, não é legal colocar”, pondera a administradora Priscila Fonseca.



Ela se casou em setembro do ano passado e dá outra dica preciosa: “Escolhi uma musica que tinha o refrão bonito, mas o resto não era legal. Eu e meu noivo só percebemos no casamento que a música não estava boa. Mas não tínhamos muito o que fazer na hora...”, relembra. Portanto, ouça as músicas inteiras antes de escolhê-las.

Cuidado com aquelas músicas que não saem das paradas e bombam as pistas das baladas. Elas provavelmente não são a melhor opção para um matrimônio. Afinal, gostos musicais mudam. Ou você ainda curte “Não se Reprima”, dos Menudos? “Prefira canções que você e seu noivo gostam há muito tempo. Músicas já perpetuadas nunca se tornam antigas”, sugere Vanessa.


Trilha sonora em 6 passos
Cerca de seis músicas devem ser escolhidas durante a cerimônia. Veja os momentos e as dicas para cada uma delas.

1. Entrada do noivo e padrinho: deixe a cargo do próprio noivo.

2. Daminhas e pajens: o mais comum é tocar uma canção infantil.

3. Entrada da noiva: a marcha nupcial ainda é a campeã de pedidos. Por mais antiga que ela seja, continua fazendo os corações baterem mais forte.

4. Benção das alianças: a “Ave Maria” é a mais popular, mas outras canções que remetam à fé do casal são bem-vindas.

5. Cumprimentos: pense em uma canção que seus pais adorem. É emoção garantida.

6. Saída dos noivos: é um momento alegre, de uma vida feliz a dois que está pra começar. Por isso, opte por uma música para cima, que fale do amor de forma otimista.

7.  Atenção: nas igrejas não é permitido fazer dancinhas como se vê ultimamente em filmes ou na internet durante a entrada ou a saída dos noivos e padrinhos, portanto cuidado para não dar furo nesta hora.



Estilistas ensinam a escolher o vestido de noiva perfeito

Embora não exista traje ideal, alguns passos ajudam a noiva a encontrar o seu vestido dos sonhos

Júlia Leão, especial para o iG São Paulo
      Hoje, não há regras para o vestido da noiva. Os casamentos são mais modernos, as noivas mais autênticas e, respeitando essa evolução, os cortes dos vestidos seguem o gosto e o perfil de quem irá vesti-lo. De ar romântico, poderoso ou descolado, o look da festa deve seguir apenas um princípio: traduzir a personalidade da noiva e o tom do casamento.

   
   Para a estilista Gloria Coelho, que em 30 anos já vestiu nomes consagrados como Costanza Pascolato e Lilian Pacce, ao escolher o vestido a noiva deve pensar em como harmonizá-lo a tudo que planejou para a data. “A mulher sabe o que quer para o dia de seu casamento. A questão é adequar seu desejo ao contexto inteiro que criou para a festa”, afirma.



    
         Antes de ir às lojas ou buscar um estilista, o ideal é fazer uma vasta pesquisa de vestidos e expressão estética. Sites, blogs e revistas de moda são bons lugares para começar.
Para a estilista Emannuelle Junqueira, há dez anos na área de casamentos e responsável pelos looks da cantora Sandy e da atriz Carol Castro, a partir da pesquisa a noiva vai identificar seu próprio estilo. “Esse ‘raio X’ é necessário para elas se reconhecerem no vestido, para então ver se o modelo realmente as encanta”, afirma.
Carla Gasper, nome promissor no segmento e uma das apostas do evento de moda noiva mais importante do Brasil, o Bride Style, sugere o passo seguinte: selecionar, entre as imagens da pesquisa, as partes que mais gostou nos vestidos escolhidos. “Este é um bom viés para afunilar, no limite, a pesquisa”.



Para fugir da cor branca, vestido com mescla de tons off-white. Modelo de Carla Gasper
O vestido, a obra

       As três estilistas concordam: não existe o melhor estilo, os melhores tecidos ou a cor correta. O que realmente importa é o efeito desejado pela noiva ao atravessar o tapete em direção ao altar.
Quando o assunto é a estrutura do vestido, a opinião continua unânime. Se a noiva quer fluidez, movimento – ou seja, quer que a roupa dance com ela – as rendas e as sedas leves são a opção certeira. Se pensa em algo mais estruturado, deve optar pela organza de seda e tafetá. “Com relação à forma, é preciso respeitar o tecido, uma vez que cada um tem caimento e modelagem próprios”, afirma Emannuelle Junqueira.
Apesar do branco ser a cor mais tradicional, a mescla de tons off-white e perolados são caminhos para quem quer fugir do beabá tradicional de um casamento, mas sem exagero. “Dá um efeito de sombras muito bonito, com contraste leve. Chic e atual”, define Carla.
Esqueça os mitos de que o vestido perfeito é aquele costurado com o material mais nobre ou arquitetado com o shape mais conceitual do momento. Isso não existe. Um modelo inesquecível exige harmonia entre corte, relação das partes e material – sem esquecer de somar a tudo isso o estilo e a postura da noiva. Ou seja, o vestido deve ser charmoso, ter uma proporção que valorize a silhueta e, claro, um certo mistério que vem da atitude da mulher que o veste. Como resume Gloria Coelho, “o mais importante no vestido de noiva é a noiva”.

 

Noivas conseguem diminuir custo da festa pela metade

Envolvimento familiar, negociação incansável, compras separadas: duas noivas contam como conseguiram descontos significativos no valor dos casamentos


Está para nascer a noiva capaz de ficar no primeiro orçamento estabelecido para a cerimônia e a festa. Mas isso não significa que é preciso ter um caminhão de dinheiro à disposição para ser uma noiva satisfeita. Inspire-se com a história de duas felizes mulheres que conseguiram economizar em itens indispensáveis e realizaram – ou estão prestes a realizar – o casamento dos sonhos.



Mariana Silveira escolhe forminhas de doce em loja na 25 de Março: compras separadas garantiram economia de 40%
Forma e conteúdo: compras separadas

A região da rua 25 de Março, em São Paulo, é o paraíso da pechincha e das compras de Natal. Mas as futuras noivas também deveriam descobrir suas ruas cheias de lojas populares. Com o grande dia marcado para 14 de maio, a advogada Mariana Silveira, de 27 anos, aventurou-se na multidão de um sábado de manhã na “Vinte e Cinco” (como a rua é conhecida pelos paulistanos) para procurar formas para os docinhos.


"A doceira com a qual encomendei os doces só entrega nas forminhas simples, de papel celofane. Como ela cobrava mais barato do que as outras, achei que valia o esforço”, explica ela, quase enlouquecendo com os últimos preparativos. E bater perna pagou o sacrifício. Comparando ao preço orçado com outras doceiras, a economia foi de cerca de 40%, colocando na conta os 850 doces encomendados e as forminhas mais requintadas compradas pela noiva.

Não apenas as forminhas são encontradas no comércio popular. Vários adereços, como aqueles para pista de dança (óculos, tiaras e pulseiras, entre outros), são vendidos nestes locais por preços ótimos. Acessórios de cabeça da noiva também são encontrados na 25 de Março por preços justos. “Vá com tempo e disposição pra andar e pesquisar muito”, recomenda a assessora de eventos Alê Loureiro. “As noivas prendadas podem até comprar material por lá e fazer lembrancinhas ou porta-guardanapos para o casamento”.




Antônia Bergamo e o noivo receberam socorro familiar quando o dinheiro acabou: sogra e madrinha assumiram a mesa de docinhos...



... e não fizeram feio
Mutirão do casamento: envolvimento familiar

Se tivesse um Oscar para a noiva que mais conseguiu economizar, ele iria para a atriz Antônia Futuro Bergamo, de 27 anos. No final de 2009, ela se tornou uma mulher casada após muito esforço. Os rendimentos do casal não permitiam esbanjar. Mas ninguém diz, pelas fotos, que ela não gastou centenas de milhares de reais com a festa.

A diferença no plano de casamento de Antônia foram os amigos e familiares. Gastar com RSVP? Que nada! Com um celular pré-pago, uma amiga desempregada resolveu a questão. O layout do convite ficou por conta dos colegas da agência de publicidade onde ela trabalhava na época . A decoração também saiu baratinha, cortesia de uma tia de “consideração”. A equipe de foto e vídeo era profissional, mas estava começando no ramo, por isso cobrava pouco. “A decoração da igreja não tinha como driblar, pois o lugar só trabalhava com uma empresa específica. A família não pensou duas vezes e fez uma vaquinha pra pagar”, conta Antonia.

O espaço da festa só foi escolhido depois de muita pesquisa. “Fugi daqueles salões tradicionais e concorridos. Paguei menos e a comida era ótima!”. Mesmo com toda a economia, uma hora o dinheiro acabou de verdade. Resignada, ela anunciou que desistira da famosa mesa de doces. E lá vieram a sogra e a madrinha para salvar os noivos em apuros: se prontificaram a preparar todos os docinhos! “Foi divertido. Dois dias antes do casamento tinha uma legião de mulheres de touquinha reunida na cozinha para fazer as delícias”, lembra.

Além de gastar menos, a tática de Antônia reuniu todas as pessoas queridas em um mesmo objetivo. “Fugir do circuito tradicional de espaços de casamento é uma das maneiras mais fáceis de economizar”, diz Alê. Pedir a ajuda de amigos e abusar das aptidões de cada um também ajuda muito. “Só não se esqueça que estes amigos e familiares devem aproveitar a festa, por isso, neste momento, a única tarefa deles deve ser a de se divertir”, recomenda a assessora. Ela também sugere à noiva preparar ela mesma alguma coisa, como a lembrancinha. “É uma forma de economizar e colocar carinho no que está oferecendo aos convidados”.